- Passeios na Primavera
- Fins-de-semana em Março
Reencontro em Coimbra: Sara e Paulo, Ró, João e eu. Passeios e visitas. Ou melhor, re - visitas, na sua maior parte. Almoços em: Pousadinha, Tentúgal; Brasileira, baixa da cidade e casa da Sara e do Paulo. Dormidas: aqui (João) e Pousada de Condeixa-a_Velha (eu e Ró). Visitas: Museu Machado de Castro; Igreja de S. Francisco e mosteiro respectivo; Conímbriga e baixa de Coimbra; o Jardim da Sereia (onde lanchámos, no sábado); a Universidade - porque a Ró queria descer a Escada Munmental; a beira Mondego, em fim de tarde; Cinema (João e Ró): Florbela. Muitas conversas, risos, prendas (a caixa da Né para a Sara; o pão de Guimarães e as toalhas da João para a Sara; o pousa-pés com cavalos, da Ró para a Sara; os fios para Sara, João e Ró, da Teresa; o livro da doçaria de Guimarães da Ró para Teresa...). Decorreram três dias, de puro lazer (tão merecido!), sendo que no fim-de-semana choveu um pouco. E, logo a seguir, amadureceu um dia repleto de luz.
Não chegámos a ver a Eden, da Sara, mas aqui fica também um vídeo de uma poldrinha da EquiMondego, onde vive a égua da Sara.
Ao fim da tarde do dia, voltámos. Eu, para Aveiro. A Ró e a João para Guimarães.
Mas antes disto tudo e no sábado anterior - um passeio que eu e a Sara demos ao Areão, para lá da Vagueira, num dia azul. Andámos pelas areias e fruímos a visão destas, do mar sem fim e ondulante e de um um barco verde, meio perdido na paisagem. Ilusoriamente perdido, pois cavalga ondas todos os dias, manhã cedo, águas adentro, o ganha - pão daqueles que se passeiam raramente.
Por isso também, somos um felizardos: aqueles que vão passear, só por passear. Demos graças!
- Revisitando o Porto
O Porto, mais uma vez. Milhares de coisas para descobrir!
Desta feita, ficámos no Hotel da Bolsa - eu e a Ró, já que a Sara teve de regressar a Coimbra. Um espaço muito acolhedor, muito simpático, muito bem situado - tudo parece ir dar ao Largo de S. Domingos, naquela zona, junto do Palácio da Bolsa. Para nosso espanto, está também devidamente sinalizado, o que é raro nas paragens lusas... Na noite de 11, depois de irmos ver A Dama de Ferro, com a actriz que este ano recebeu o Bafta, Meryl Streep (é obra ter sido nomeada catorze vezes!), fomos recebidas à meia-noite com champanhe e chocolates, um gesto requintado.
Almoçámos na Brasileira - tripas à moda do Porto, que me deixaram com a tripa pesada toda a tarde. Foi assim que passeámos pela Rua das Flores, visitámos os indianos das pedras preciosas (comprámos mais pedras para colares...); fomos à Lobo - onde a Ró adquiriu um candeeiro muito vintage para o seu escritório; percorremos ainda a Porto Take Away (comprei lá um mel); andámos a apreciar as montras; bebemos chá na Tea Point - um espaço muito bem conseguido que, descobriu a Sara depois, tem uns brunches óptimos; apreciámos a exposição Kiss Kiss na Araújo e Sobrinhos - uma primeira exposição pública de Martin Hecker, de influência pop arte fotográfica, invocadora de romantismos e seduções da primeira metade do século XX. O andar de cima da papelaria é um must, cenário desta mostra.
Depois de um pequeno almoço, no dia seguinte, igualmente muito simpático, com sumo de laranja natural, o que vai rareando nos hotéis, fomos para a nossa sessão de beleza, no Wellness Center by Pevonia, sito ao Hotel Continental. Muito bem recebidas, fomos mimadas com luxuriantes tratamentos daquela marca, por duas profissionais muito jovens, competentes e bonitas, que nos esfoliaram o corpo, nos massajaram com creme oloroso, nos trataram dos pés e das mãos durante quase quatro horas e onde nos ofereceram pequenas lembranças - comprei um creme Pevonia, que acho muito bom. A esteticista que aparece neste slideshow chama-se Nancy. Saímos perfumadas, prontas para degustar qualquer coisa, o que fizemos na Cafetaria do Hotel (preços altos para tudo, mas ambiente requintado. Salientamos os Pastéis de Chaves).
A tarde foi passada no Centro Português de Fotografia, onde estavam patentes quatro grandes exposições: 1 - Os Novos Valores da Fotografia Espanhola, que mostra trabalhos de finalistas de mestrado Internacional da EFTI, alguns muito bons; 2 - Fotografias que falam por si - 25 imagens, a preto e branco, do malogrado e talentoso autor Juantxu Rodríguez, relativas a várias séries e respectivos projectos, em que envolveu apaixonadamente; 3 - Habitar a Escuridão, impressivo trabalho sobre invisuais de Marco António Cruz, fotografias belas e terríficas, que nos calaram fundo na observação; 4 - Afeganistão, de João Silva - trabalhos sobre a guerra que consome o país, devorando gente, terra, animais - um trabalho que o remeteu dos rochedos expostos à guerra de Arghandad ao Centro Médico Militar de Walter Reed, depois do seu pé ter tocado uma mina (e continuou a fotografar!). Documentos que nos furam a alma e elevam o autor a herói. (Interessante ouvir o mesmo, em vídeo, falando sobre estas fotografias).
O edifício que antigamente foi a Cadeia da Relação - e que eu, imperdoavelmente, não conhecia - é, por si só, um prédio que impressiona e evoca memórias dos presos, em tom pesado: basta olhar para as pedras grossas com que foi construído, as paredes espessas e monumentais, as grades e o assinalar das antigas enxovias - ainda por cima, com nomes de santos...
À procura do "Melhor Bolo de Chocolate do Mundo", descemos para o alcantilado da Vitória, não sem antes olharmos para o Jardim da Cordoaria.
Surpreendeu - nos o lixo nas ruas, banhado por sol brilhante e frio cortante. A confeitaria, entretanto, que fica em frente à Cooperativa Árvore, estava fechada e não foi desta vez que nos lambusámos nela.
As gaivotas e os gatos (muitos) assistiram a tal frustração... Mas o passeio valeu tudo pela vista espantosa da cidade (eu já sem bateria na Canon e sem outra para a substituir!), o calcorrear das pedras gastas e os murmúrios do silêncio dominical, igual em todas as urbes.
- Reviver amigos e atmosfera - Guimarães
Nunca é tarde, se a Família existe, os Amigos são Bons, a Cidade um Côncavo, se o ar penetra nos ossos todos e os animais nos farejam, como se fôssemos perfumados de desconhecidos cheiros - aqueles que eram do passado e se prolongam até ao presente e são fortes.
Dedico este slideshow a todos os que aparecem nele: a cidade, a família, os amigos, os animais, a natureza, as casas (da família, dos amigos...) e as coisas, aquelas que nos vão sobreviver.
Foi bom rever a Zeca, a Maria João, a Sameiro, o Daniel , o Manel, a Paula Roriz, a Ni, o João Daniel, a Rosinha, a Fátima "da Trança" (Macedo), a Judite, as manas Matos, a Lila, o Juan, o Vasco, a Né e a Bé, o Marido da Bé, os restantes membros da Família Saavedra e outros com quem privei menos ao longo dos tempos... Foi bom conhecer: o Isauro, que veio de Tribes; a Márcia , que vai casar com o Manel; o André, filho da Fátima e a Margarida, que trabalha em arte.
As gerações avançam e nós, os amigos dos anos 70, envelhecemos. Como diz a Rosinha "uns ganham peso, outros tornam-se balhelhas". Pois é - e ambas preferimos os primeiros, entre as quais me incluo, pois já nada tenho a ver com a Teresa Miss Palito, que tantos complexos me causava (agora tenho saudades - quem me dera ter vinte anos e não fazer quase nada do que fiz até agora, nem saber o que sei hoje.... )
Foi igualmente bom rever o José Alberto (Rodrigues) e falar com a sua luminosa e aludida Margarida... Foi bom dar festinhas ao gato Bibo e ao Pópó, uns bichos mimados (os nossos bichos devem sê-lo, pois!) e de grande personalidade.
Tive pena de não ter visto outros, que aqui faltam... Fica para a próxima.
Deambular pela cidade e captar imagens reuniu um conjunto particular, espontâneo, quase apressado, no acto de andar sempre atrás , às vezes num esforço quase hercúleo, dividido entre o receio de me perder do grupo e o de não poder captar tudo o que me chama. (Daqui a nada passo a ser Teresa, a que anda atrás, a que segue as hostes,atravessando dois mundos - o que apresenta e o que se representa. (E isto não nasce do nada, mas desses passos e da observação, do procurar com a lente, meu terceiro olho.)
Ainda vi a Cidália, mas não a fotografei. Era noite e ela ia jantar, encontrando-se triste.
Todos mudamos. O tempo é dramático para todos - passe a banalidade. Mais vale agarrarmo-nos ao que temos e andarmos para a frente.
- Mi Casa es tu Casa, Guimarães 2012
19 formações de artistas em 32 casas, numa tarde plena de sons, que entraram pela noite dentro: uma concepção que encantou as centenas de convidados que fizeram daqueles cenários os seus próprios castelos. Chamaram-lhe Mi Casa es Tu Casa, nestes concertos ao domicílio em que a empatia com a música foi uma concepção esplêndida na programação de Guimarães 2012.
Neste slideshow apresentam-se instantâneos do que se passou na casa da Família Saavedra Teixeira, um domicílio dos anos sessenta, repleto de memórias, nostalgia, vida acolhedora e conforto de almas. Por aqui passaram os FOE (Fundação Osquestra Studio), numa sessão e os Anaquim, noutra . Foram estes a que assisti. Entretanto, já tinha passado outra formação, em que isso não aconteceu, pelo que não se encontra aqui documentada.
Mas, antes disso, uma chamada de atenção perante as notas que se elevavam na Rua Dr. Eduardo de Almeida, ali ao pé e saídas dum jardim - os Virar daSquina faziam um ensaio e oportuna/ arrojadamente aberto a quem os desejasse ouvir. Ana Rodrigues, a vocalista, sorria para o público, como se cantasse num palco. E a rua foi um palco - o mais democrático possível. Tal como todas as casas que se abriram a quem se irmanasse, no dia 28 de Janeiro, à arte da música, património mundial.
- Gruppo - uma visita
- Guimarães 2012, Capital Europeia da Cultura
- Mimos de Inverno
Quero um pouco de mar no jardim
Polvilhado d´estrelas
Chocolate
e jasmim
Teresa Soares
- Natal 2011
Reinauguração
Entre o gasto dezembro e o florido janeiro,
entre a desmistificação e a expectativa,
tornamos a acreditar, a ser bons meninos,
e como bons meninos reclamamos
a graça dos presentes coloridos.
Nossa idade - velho ou moço - pouco importa.
Importa é nos sentirmos vivos
e alvoroçados mais uma vez, e revestidos de beleza,
a exacta beleza que vem dos gestos espontâneos
e do profundo instinto de subsistir
enquanto as coisas ao redor se derretem e somem
como nuvens errantes no universo estável.
Prosseguimos. Reinauguramos. Abrimos os olhos gulosos
a um sol diferente que nos acorda para os descobrimentos
Esta é a magia do tempo
Esta é a colheita particular
que se exprime no cálido abraço e no beijo comungante,
no acreditar na vida e na doação de vivê-la
em perpétua procura e perpétua criação.
E já não somos apenas finitos e sós.
Somos uma fraternidade, um território, um país
que começa outra vez no canto do galo de 1º de janeiro
e desenvolve na luz o seu frágil projeto de felicidade.
Carlos Drummond de Andrade
- Porto, Dezembro, 2011
- ESREA CONFERENCE, Universidade de Aveiro, 24 - 26 November, Transitions and Identity in Learning and Life
ESREA, ACCESS, LEARNING CAREERS AND IDENTITIES NETWORK
November 24th to 26th 2011 | University of Aveiro | Portugal
TRANSITIONS AND IDENTITY IN LEARNING AND LIFE
conference theme [PT version]
Research on adult education and transitions is an emerging but an increasingly popular area of research, particularly in the field of higher education, (Field et al, 2009) as it reflects the nature of life in late modernity. A person’s lifecourse is less linear now and instead may be subject to changes, often external such as losing a job or more personal ones such as a divorce. At times of change some people may look to returning to learn and adult education as a means of transforming their life in a different and ‘better’ direction. Learning and adult education may be perceived by the learner as an opportunity for self-development, changing identity and transformation as well as gaining educational, social and economic benefits. For some adults transitions in learning may not always be positive as they struggle to cope with their learning or with external and/ or personal constraints. Transitions may, instead of a taking a person forward, move them backwards or back to where they were before they started learning as they find it impossible to ‘keep on going on’.
Research on transitions has been helped by the development and growth in the use of biographical methods in adult education across Europe (West et al, 2007) as biographies capture a person’s experiences of transitions across a lifecourse. Research is revealing the complexities between the experiences of learning and transitions in a range of adult education context. It can also help to inform policy and practice.
Papers, poster session and round tables will address one or more of the following areas across the wide range of adult education contexts:
– How transitions are shaped and experienced by adult students in relation to class, gender, ethnicity, age or disability
– Conceptual and theoretical approaches to transitions, identity and learning career
– Patterns of transitions and identity in relation to retention and drop-out
– The impact of learning, identity and transitions in relation to family, work and community
– The interconnection (or not) between learning and the lifecourse
– Methodological approaches to researching transitions and identity
- Tocar e Sentir - Exposição de Pintura Táctil - UA
Exposição de Pinturas Tácteis - Projecto Tocar e Sentir. A arte como meio de inclusão social. Por Eni D´Carvalho, Universidade de Aveiro, 3 a 18 de Novembro de 2011
Tocar e Sentir é o lema da exposição com telas tácteis criadas pela Artista- Educadora Eni D´Carvalho.
Focaliza nas suas obras uma óptica de resposta às necessidades dos invisuais, transformando linguagem visual em linguagem táctil, quebrando o paradigma de "Não Toque".
O visitante visual pode privar-se da visão por alguns minutos e estimular a percepção e interacção dos outros sentidos sensoriais.
Arte inovadora busca novos caminhos, tanto na plasticidade e interacção com o público, quanto no carácter questionador. Despertar a sensibilidade é um convite a visuais e invisuais para enxergarem uma sociedade solidária e justa.
A arte de Eni D´Carvalho como meio de inclusão social é uma experiência comprovada e vivenciada em mais de 160 exposições no Brasil, EUA e Europa. Sempre com a proposta voltada à reflexão do papel de cada um na sociedade e ao diálogo que tenha como fundamento o amor e a paz.
- Um sábado no Porto
... E o Porto aqui tão perto! Com tanto para conhecer e revisitar!
Desta vez, a escapadela foi à Invicta e a uma zona muito precisa, no Centro Historico, pois o objectivo último era festejar os meus anos no DOP do chef Rui Paula, que fica no Largo S. Domingos, 18.
Assim, nada como sair da Praça Almeida Garrett, depois de pousado o carro no estacionamento dos Clérigos e descer a Rua das Flores. Aqui, rondar as montras dos joalheiros - é impossível, pelo menos para mim, não ceder à tentação de o fazer... E passar sem comprar nada... (Desta vez, a concorrer com os joalheiros dos ouros e pratas, estão os indianos e suas pedras. Gostámos muito e achámos excelentes a qualidade das mesmas e respectivos preços). A Sara adquiriu uns lindos bricos de ouro no Baptista Joalheiros, ao n.º 245 da citada (mais recuado no tempo, o nome era St.ª Catarina das ditas Flores).
Uma paragem ainda na Manufaktura e seus cuidados de corpo e alma, vindos da República Checa - recordava a marca da minha viagem à Eslováquia. Donos atenciosos e emanações exaltantes.
Seguidamente, ir por esta rua, outrora habitada pela burguesia que queria ser aristocrata (ainda hoje quer ser qualquer coisa que não é, ou melhor, não a deixam ser, de tão malzinho que estamos...); respirar o ar dos prédios que outrora foram palácios e chegar ao largo de S. Domingos.
Entrar no DOP, um palácio de degustação e erguer os olhos para o seu imenso pé alto. Prepararmo-nos para provar a arte, a técnica e o carácter anunciados de Rui Paula - um verdadeiro must para o paladar, comprovámos.
Entradas imaginativas, servidas em pratos amplos da Vista Alegre e outros (gostei que fossem diferentes, consoante o que levavam em cima), numa mesa imaculada, com bom gosto nos adereços e simplicidade, em que o aço e a brancura tocavam uma sinfonia para os nossos olhos, já gulosos. Depois, escolher no menu, requintadamente apresentado num caderno forrado a tecido preto. Desta vez: para mim, lombinho maronês com foie gras e batata gratinada (excelente carne, excelente prato); para a Ró, o cabrito com arroz (peça de vianda um pouco seca, mas o arroz apaladado, servido num tacho forrado de cobre, em miniatura, a denotar sensibilidade); para a Sara, um risotto com gambas e outras coisas do mar- que ela achou húmido e au point de sabor. A regar o festim, um Pombal do Vesúvio encorpado e de 2008, servido com sobriedade. A finalizar, magníficas e criativas coisas: um creme brulé excelente; bolo de chocolate divino, pousado numa caminha de espuma e creme acantonado num folhado com canela e frutas várias, muito fresco e colorido. Era difcil escolher entre as propostas, que pareciam todas deliciosas e que comemos, deliciadas. (Rui Paulo: A tecnologia e as técnicas de cocção devem estar ao serviço da emoção").
Nos intermezzos: bombom de framboesa fresco, atrevido e fantástico; bolachinhas areadas a cortar o doce que ficara no palato, apresentados numa cama ampla de ardósia e acompanhados por uma fuga de açúcar.
Nota alta para o o pão, muito bem apresentado, em farto tabuleiro, servido por uma rapariga simpática e cool. Serviço, aliás, primoroso, por parte de todos os funcionários. Decoração podada e ampla, com vistas alargadas, sem retirar o intimismo da refeição, em intramuros calorosos.
Depois deste ágape de anjos papudos, em que nos sentimos leves, sem as barrigas pesadas (Rui Paula: "A comida deve ser saborosa e saudável"), fomos até ao Mercado Ferreira Borges, apenas aflorado. Efectuámos uma paragem num prédio em reabilitação, em concepção de Megalab e arquitecto J. Pedro Beires Torres (uma obra de qualidade e contemporaneidade, a apelar ao repovoamento da zona por gente bonita e jovem. Bem precisa o Porto destas reabilitaçoes. Ha zonas decrepitas!). Entrámos na Bolsa - cuja exploração fica para outra vez e desembocámos na Igreja de S. Francisco, a roçar o Douro, uma obra-prima de 600 kg em talha dourada, do século XVIII, sobre a qual já eu fizera uma reportagem para o Diário do Norte nos anos setenta, estava aquela criminosamente fechada aos olhos das gentes - e eu muito mais magra e rápida a subir a escadaria. (Não poder ver a riqueza deste templo franciscano é mesmo e quase um crime, que se manteve, vejam!, até aos anos noventa. Foi isso que disse, então e lembro-me que a igreja não abria, porque estava "sem guarda").
Em frente da Igreja, umas catacumbas e o Museu, onde apreciámos algumas peças - relevo para a Nossa Senhora da Boa Morte, com seus vaidosos sapatinhos de tacão alto, umas caixas das esmolas que elas viram e que eu não - mas aponto! - e uma arquitectura simples, a propiciar jogos de sombras nas escadas, que elas, se calhar, apreciaram menos. (Falavam pelos cotovelos!).
A vista para o rio é uma chamada a que não se pode deixar de corresponder. E as densas águas ali correm, num azul-esverdeado, onde os barcos de turistas se cruzam.
Gaia do outro lado, a dizer-nos adeus, ou então: "Venham cá também; atravessem a ponte e afoguem-se nos vinhos do Porto". Está bem, fica prometido para um dia destes. Agora não temos tempo, as pedras de antanho falam mais alto. Queremos ir ainda ao novíssimo Hotel Intercontinental, outrora Palácio das Cardosas. Beberíamos aí umas águas no Astória (proibitivas no preço) e subiríamos os Clérigos, a demandar as modas.
A nova loja de Marc Jacobs é uma desilusão. Matéria prima de fraca qualidade, estilismo apressado e preços excessivos. Max Mara, outra loiça, a piscar os olhos, entretanto, à Ró e à Sara - só a primeira correspondeu, comprando um vestido azul-noite, que lhe fica primorosamente...
Finalmente, mais umas águas na Rua Cândido dos Reis, pretexto para descansar as pernas - já tombava a noite - e passar os olhos pela Hola, mais o terceiro casamento da Duquesa de Alba, olé!
Assim terminaria a o dia, que foi mais uma vez para recordar e da qual se laborou o registo presente, a usufruir e sublinhar horas tão bem vividas.
- MY CATS
Eles vieram caminhar ao longo dos rios
Esses gatos ao sol de um negro luzidio
De paz e de ternura
Eles vieram perfurar no espírito o silâncio
A dor das cores ausentes
Mas depostas no limiar das pedras
Nada me falta desde que respiro
Com eles a mesma margem
Marie - José Salas de Ballesteros
Take part with enthusiasm yet caution in choosing the name of a new cat. The main aim must be to prevent it being called something embarrassing or too fanciful like Cleopatra or Marmaduke. Never forget that the time will surely come when you will discovered in the street by night shouting out for an errant cat with "Come here, Marmaduke". If possible stick to something simple like Mila or Bibi...
Ronald Payne (adap.) - One Hundred Ways to Live with a Cat Addict
- Fim-de-semana em Viseu
Que viso eu? Viseu. A 17.ª cidade europeia com mais qualidade de vida, entre 76. Muito bem - indo nós a caminho de Viseu, ai jesus, que lá vou eu! E fui - e fomos. Ainda por cima com uma Sara. Mas não a Sara de Ramiro II, que por lá viveram um amor medievo. E sim uma Sara contemporânea, a festejar o seu aniversário deste ano, com um bolo de ovos moles de Aveiro, de fazer inveja aos pastéis de Vouzela.
Em Viseu, cidade do fundo dos tempos, soprou as velinhas, no único restaurante em que conseguimos lugar - o Cacimbo. Comemos bem, mas menos que em A Muralha, com um polvo divinalmente tenro que nos apaladou a boca e a alma.
Recebeu as prendas - um coração d´ouro, oferecido pela Ró, em fio vermelho; uma codorniz em biscuit (já tens? Amanhã dou-te uns brincos...); as fotos encaixilhadas, tributo à cavaleira e sua égua Éden que, também a Ró, fez questão de encaixilhar. E havia as prendas já recebidas da Mãe... "Que te deu o Paulo, menina?
Antes desta festinha, já eu e a Ró tínhamos saboreado a Pusada, onde ficámos alojados - a beber sumo de laranja, a tomar uma vitamina de água e vapores no respectivo spa, a ler as fofoquices nacionais das revistas de coração ( o coração manda em tudo. Faz bem.), o crime da Rosalina e os meus comentários, meios apatetados sobre o possível criminoso - ai o que eu ouvi depois! e o fruir da belíssima suite, em que ficamos instaladas.
No dia seguinte, 24 portanto, a surpresa de rever a Zé Ordonhas, uma mulher de fulgurantes olhos e conhecer o seu loquaz e simpatiquíssimo marido, Vítor Pais, com qjuem passámos o sábado.
Aqui fica memória - espero que fruam e gostem. Também foi feita com o coração.
- Madrid me mata - visita de Agosto 2011
Eu, a Ró e a Sara visitámos Madrid na primeira semana de Agosto. Ansiávamos por esta viagem a uma cidade frenética, onde se vive muito e dorme pouco, principalmente no Verão quente. Desejávamos ver pessoas bonitas e, entre elas, nós, preparadas como se espanholas fôssemos (eu preferia, para ser franca, mesmo depois de ouvir o Blackadder tecer umas críticas à sua estridência - "...cala-te! Parece que tenho uma espanhola na minha cabeça!". Sempre achei que, ao contrário do que se diz, de lá vem bom vento. Quanto a casamento, disso nada sei e já nem me interessa. Acho-nos uns bisonhos, a nós lusos. Os espanhóis têm sal, como toda a gente sabe. E ouvi sempre dizer que em Madrid são simpáticos, tolerantes, hospedeiros e receptivos. O que se comprova depressa.
Madrid é assim a modos como se fosse uma cidade imperial na arquitectura, o que acontece principalmente desde o século XVII, passando por Carlos III e, mais tarde, ao progresso oitocentista na construção. O século XX vê despontar a Gran Vía - tão celebrada na contemporaneidade - foi um deslumbramento ver agora o original da sua representação por António López. Ele "revela-a" no seu famoso quadro, como disse o realizador Vítor Erice. E nós palpámo-la, muito bem instaladas no Círculo de Belas Artes. E os Indignados avançaram por ela no dia 4 de Agosto, como se fossem formigas laboriosas, no seu afã de dizer "basta!".
Tal como a Gran Vía, percorremos esta cosmopolita, airosa, divertida, imponente, assombrosa, variada, dinâmica, incessante, luminosa, apaixonante, acolhedora e mais coisas. Muitas mais.
Na Plaza Mayor, pejada de gente, ouvimos os sons dirigidos por Daniel Barenboim, enquanto comíamos batatas e mais batatas, regadas com sangria. No Museu do Prado, estonteámo-nos com a imensa informação, as Meninas e os outros Velázquez, Goya y Lucientes, Titian, Tintoretto, El Greco, Zurbarán, Van Dyck, Rembrandt, Botticelli, Durer, Bosch, um Caravaggio... As dores nas pernas eram muitas, mas ainda deu para vermos de raspão uma exposição sobre Roma.
Andámos por fora do Palácio Real, mas não entrámos - a bicha era enorme e fica para outra vez.
No Centro de Arte Rainha Sofia caímos de boca aberta, sempre, com Picasso, Miró, Kandinsky, Bacon, H. Moore, Chilida. E também com as exposições temporárias - Lygia Pape (Espacio Imantado); James Castle (Show and Store); El movimineto de la fotografía obrera, 1929 - 1936; Yayoi Kusama; Leonor Antunes, Camina por ahí, mira por aquí; Elena Asins /Fragmentos de la Memoria). E não pagámos nada.
A Caixa Forum foi também por nós demandada - e não poderámos deixar de ver as exposições que lá estavam /Eugene Smith, Brassai...), além do imponente muro de vegetação que a antecede. A fabulosa fotógrafa Cristina Garcia Rodero, no seu Transtempo, uma antologia de antropologia social que capta os côncavos das almas, como só ela sabe fazer estava na Real academia de Belas- Artes. Gostava de ter comprado o catálogo, que tinha as fotos todas - 48 euros, valendo bem a pena. Mas duvidamos que coubesse nas malas. E a Ró e a Sara a dizerem para eu o mandar vir! /Como se eu não soubesse que La Fabrica é uma peste em portes!). Nesta expoisção, a Ró tomou contacto com uma santa desconhecida - Saavedra de los Milagres, ali para os lados de Lugo - as suas gentes foram imortalizadas pela artista nesta antológica mostra.
No paraíso das compras, pois claro: a calle Serrano e Ortega y Gasset. Ainda por cima, aterrámos em plena época de saldos. Um vestido de Bimba y Lola fez as delícias da Ró; para mim, um casaco de Purificación García, bem giro; para a Sara, as sabrinas da Carolina Herrera. Mas mais vimos: a Chueca, bairro em que fica o Petit palace de Santa Bárbara, o nosso hotel, tem design - de óculos, de roupas. Todas lojas pequenas, em contraste com a Aspesi, a Adolfo Dominguez, a Herrera e as outras das grandes "brands". E não vimos tudo! Faltou-nos a zona de Salamanca, por exemplo. Claro que fica igualmente para a próxima.
Pequenas surpresas surgiram na Chueca, como a livraria Gloria (bela exposição a de fotografia de Vanessa Windship - integrou a PhotoEs2011), ou a pastelaria Oita, onde degustámos um excelente azabache de chocolate, intalas em sofás retro. Outra surpresa foi o lounge da Adolgo D., com excelentes limonadas, queijos óptimos e música ao vivo. E, por falar em limonadas e sangrias, realce para as refeições, as quais foram óptimas e saudáveis (excepto as batatas, que nos cairam como chumbo!). Destaco Nihil Prius, a Marquês de Cubas, onde jantámos uma vez e uma padaria divinal - eu não fiquei com a referência, meninas!
Ainda um "apunte" para Lladró, onde apreciámos as porcelanas; outro para a estação de Atocha; a sociedade de Autores, no Palácio Javier Longoria. E, de certeza, esqueci-me de alguma coisa. Pudera! Foi um rodopio colorido e de suor...
- Debbie em Aveiro, Julho 2011
Uma breve vinda da Debbie a Aveiro inspirou este slideshow, onde aparecem fotografias do nosso périplo pela cidade e algumas referências das coisas observadas: a Farav, Feira de artesanato, onde comprei uma filigrana, com a Debbie a lembrar-me a crise... E onde lhe apresentei o Élio Maia, presidente da Câmara de Aveiro, que me acha sempre nova...; o Mercado Negro que, por sinal, estava fechado e onde apreciámos a clarabóia; a água dos canais e seus moliceiros a passar...; o Centro de Congressos de Aveiro, que agora está na antiga Fábrica Jerónimo Campos; as esculturas de caras quadrardas espalhadas pela cidade, que eu considero mais ou menos uns mamarrachos, mas que deram bom dinheiro a ganhar ao artista castelhano, seu autor e cujo nome nem lembro; a calçada portuguesa que pisámos; os reflexos das casas coloridas do Canal dos Botirões na ria; a Biga preta e os meus outros gatos, que mereceram a honra dos mimos de quem gosta também de felinos... Faltaram muitas coisas. Mas a Debbie só esteve cá das 16 às 20 horas! Fica para a próxima!
- Susan and Jorge visting Portugal, 2011
Susan and Jorge Amado visiting Portugal and knowing new places. Encounter of friends in brighter days to remember in upcoming days. Enjoy!
- Fim-de-semana, Coimbra - Tentúgal- Ilhavo - C: Nova
Festival das Artes, dia 22, Colina Camões, Quinta das Lágrimas, 21 horas: Dang Thai Son, "Piano, Chopin, Minhas Paixões"; 23 horas: Helena Serôdio - "A Desmesura da Paixão".
Coimbra, Docas, 24 horas - tempo para uns "alexandres" com Fernanda Silva.
Dia 23 - Tentúgal, restaurante Arménio, almoço - cabidela de pato, vinho do lavrador e pastéis de Tentúgal.
Vista Alegre, Ílhavo: porcelanas.
Costa Nova: um pequeno passeio em dia ventoso, mas solarengo...
- Mimar, sessão de encerramento 1ª fase
Sessão de Encerramento da 1.ª Fase do Projecto Mimar - Universidade de Aveiro e Câmara Municipal de Ílhavo; Biblioteca da Universidade de Aveiro, Sala Hélène Beauvoir, 14 de Julho de 2011, 17. 30 horas
- Fim-de-semana
Fim-de-semana passado no Grande Hotel do Luso, 16 a 17 de Julho, com incursões pelo Buçaco de mil verdes; a gastronomia de variegados sabores - que isto de passar fome em viagens não é boa coisa! - e uma ida ainda à Quinta do Encontro, que fica em S. Lourenço do Bairro, Anadia.
- GRUNDTVIG - Photos
Some photos of job and remarkable moments and visits to Slovakia, Portugal and Spain.
- Um sábado nas margens do Alva - Laborins
- CASCI e BRINCOLANDO
- Sessão de Poesia na Feira do Livro de Aveiro, 28 de Maio de 2011
Sessão Integrada no Encontro de Poesia Luso - Espanhol, realizado em Aveiro, 2011
- Forum da Cidadania Activa/Direitos Humanos em Acção
- Cavalos e cavaleiros
Muito do que é o avanço da vida está fechado na cabeça dum cavalo.
- Cavalos e Cavaleiros II
- Cavalos e Cavaleiros, part III
- Instantes felizes